DIFICULDADES-2: A DIFICULDADE NOS FAZ BEM

DIFICULDADES-2: COMPREENDER O QUE NOS FAZ “BEM”

O ideal e o bem

Voltemos à “definição” primária de dificuldade: “Dificuldade é aquilo que surge como obstáculo para o nosso bem”.

Comecemos pelo último ponto da definição. Qual é, na realidade, o nosso verdadeiro bem? Não há dúvida de que o conceito que temos do bem depende sempre do ideal que norteia a vida. Para um materialista, que reduz a existência à avidez dos desejos, o bem é aquilo que simplesmente o satisfaz, o que lhe dá prazer, mesmo que porventura acabe redundando num mal ou num prejuízo para os outros. O egoísta sensual, por exemplo, quer ser “feliz”, e coloca o seu bem na saciedade do egoísmo carnal, ainda que para alcançá-lo tenha que deixar mulher e filhos em situação penosa.

Para o cristão, pelo contrário, o bem – a verdadeira realização de si mesmo – não é a satisfação do egoísmo, mas aquilo que a doutrina católica denomina com precisão, desde tempos muito antigos, o bem da virtude[1]. O amadurecimento das virtudes, com a ajuda de Deus, é o que realiza o autêntico bem do homem e, por isso mesmo, faz arraigar nele uma felicidade cada vez mais profunda, cheia de paz e de plenitude interior. Continue reading “DIFICULDADES-2: A DIFICULDADE NOS FAZ BEM”

DIFICULDADES-1: TÊM VALOR?

DIFICULDADES-1: AS DIFICULDADES TÊM VALOR?

As dificuldades da vida

– Não é fácil!

– Não é mesmo!

Quem pronunciou estas últimas palavras acabava de se aproximar de um grupo de amigos. Nada ouvira da conversa mantida entre eles, a não ser apenas a última frase: “Não é fácil!”… E, no entanto, mesmo sem saber de que estavam falando, sentiu-se impelido como que instintivamente a concordar. Seja qual for o assunto, não há dúvida de que, nesta vida, nada é fácil. Por isso, quem afirma que alguma coisa “é difícil”, ou que “não está fácil”…, presume-se que, independentemente da questão de que se trate, está com a razão. Continue reading “DIFICULDADES-1: TÊM VALOR?”

EXEMPLO: – 10 – UM EXAME DE VIRTUDES

EXEMPLO:  10 – UM EXAME DE VIRTUDES

Exame sobre as virtudes cardeais

Como incentivo para uma meditação pessoal mais profunda, vamos apontar agora apenas alguns aspectos de cada uma das quatro virtudes cardeais, focalizadas sob o ângulo do exemplo dos pais[1].

Prudência. Como ajuda e enche de segurança ter um pai que seja alegre, sensato e reflexivo. Que não improvise. Que não dê decepções a toda a hora. Que não mude de planos sem mais nem menos. Que não dê sustos por ter-se esquecido de controlar as contas bancárias, ou os prazos disso ou daquilo, que não precise ouvir aquelas palavras do Paraíso de Dante: “Siate, cristiani, a muovervi più gravi: non siate come penna ad ogni vento…” (“Cristãos, caminhai com mais ponderação: não sejais qual pena movida por qualquer vento…”) [2]. Continue reading “EXEMPLO: – 10 – UM EXAME DE VIRTUDES”

EXEMPLO: – 9 – VIRTUDES PROVADAS

EXEMPLO:  9 – VIRTUDES “PROVADAS”

O teste da provação

Para que as virtudes dos pais e educadores tenham a eficácia do exemplo, precisam de duas condições ou, melhor, têm que passar por dois testes de autenticidade: o teste da “provação” e o teste da “unidade de vida”. Comecemos pelo primeiro.

De uma maneira surpreendente, o apóstolo São Tiago começa a sua Carta dizendo: Considerai uma grande alegria, meus irmãos, quando tiverdes de passar por diversas provações. Na realidade, nós desejaríamos que as provações fossem as menos possíveis. Mas São Tiago não pensa assim, porque sabe que as dificuldades que nos põem a prova e nos fazem sofrer podem derrubar-nos, mas – e isso é o que interessa – podem também ser o meio de temperar,  de consolidar e fortalecer o amor e as virtudes. E, por isso, acrescenta que a prova produz em vós a constância; e a constância deve levar a uma obra perfeita (Tg 1, 2-4). Continue reading “EXEMPLO: – 9 – VIRTUDES PROVADAS”

EXEMPLO: 8 – AS VIRTUDES

EXEMPLO:  8 – IMPORTÂNCIA DAS VIRTUDES

Virtudes: força do exemplo

Ao lado das convicções cristãs e da piedade, a virtude é uma grande força de exemplo. É óbvio que a conduta virtuosa dos pais e educadores é uma luz orientadora mais importante que as palavras. Santo Antônio de Pádua dizia que virtudes como, por exemplo, “a humildade, o desprendimento, a paciência e a obediência” são outras tantas “línguas”, e que nós “falamos essas línguas quando os outros as veem em nós mesmos”[1].

Vale a pena lembrar que é o próprio Cristo quem faz finca-pé na importância das nossas virtudes para sermos “luz” para os outros. Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus (Mat 5, 14-16). Jesus fala de “boas obras”. “Boa obra”, em termos cristãos, é sempre um ato de virtude. São atos concretos, manifestações visíveis das virtudes teologais (atos de uma alma cheia de fé, de esperança, de amor-de caridade), e das virtudes humanas. Virtudes humanas (à volta da prudência, justiça, fortaleza e temperança) que têm uma importância enorme na boa formação dos filhos e dos alunos (Ver Catecismo, nn. 1805-1809).[2] Continue reading “EXEMPLO: 8 – AS VIRTUDES”

EXEMPLO: 7 – VIVÊNCIA CRISTÃ NO LAR

EXEMPLO:  7 – VIVÊNCIA CRISTÃ NO LAR

Convicções: luz e calor do exemplo

– Jesus diz: Que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a sua alma? (Mat 16, 26).  Os seus filhos, que veem os pais tão preocupados em que “ganhem o mundo inteiro”, ou seja, em que tenham sucesso profissional e social, sentem em vocês , pais, uma preocupação, no mínimo igual, pelas suas almas? “Sentem” que os pais sofrem mais se os veem cair em pecado mortal, se os veem fracassar na fidelidade matrimonial, do que se os veem falhar no vestibular, ou num concurso público ou num negócio? Continue reading “EXEMPLO: 7 – VIVÊNCIA CRISTÃ NO LAR”

EXEMPLO: 6 – TER LUZ PARA SER LUZ

EXEMPLO: 6 – “TER” LUZ PARA SER LUZ

Tochas que ardem e brilham

Vós sois a luz do mundo (Mt 5,14). Mas, como podemos nós ser “luz”se não temos a luz de Deus? Sem a luz da Verdade conhecida e vivida, só podemos ser cegos que guiam outros cegos. E, se um cego conduz a outro cego, cairão ambos na mesma vala (Mt 15, 14). Falando de São João Batista, Jesus dizia que ele era uma tocha que ardia e brilhava (   ). Primeiro ardia, por dentro; brilhava porque fogo e a luz da sua alma irradiavam na sua conduta e nas suas palavras.

Estamos em condições de “irradiar” porque a verdade cristã está clara na nossa mente e se encarna na nossa conduta? Muitos não estão mesmo, e o pior é que não se dão conta do “desastre” que isso é para os filhos e, em geral, para os que devem formar. Continue reading “EXEMPLO: 6 – TER LUZ PARA SER LUZ”

EXEMPLO: 5 – O MERCENÁRIO

EXEMPLO 5- O MERCENÁRIO

Ao lado da figura do bom pastor, Jesus coloca − na parábola − o mercenário: O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; e o lobo rouba e dispersa as ovelhas (Jo 10, 12).

Cristo nos lembra que, ao lado dos bons pastores, existem os mercenários que fogem dos lobos. Seria muito penoso que os pais, pastores de almas e educadores encarnassem a figura do mercenário que se omite, que foge de enfrentar os problemas difíceis das crianças, adolescentes e jovens e os abandonam à mercê dos lobos. Continue reading “EXEMPLO: 5 – O MERCENÁRIO”

MARIA: 5 – UM CORAÇÃO MATERNO

MARIA:  5 – UM CORAÇÃO MATERNO

O coração de Maria

Chegou um dia em que a presença de Maria deixou de ser visível aos olhos de seus filhos. Deus a chamou a Si. João, o discípulo-filho por excelência, a vislumbrará então gloriosa – Mãe, sempre Mãe – no céu. Assim descreve a sua visão no livro do Apocalipse: Depois, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. Estava grávida e clamava com dores de parto… (Apoc 12, 1-2).

Adivinha-se nesta imagem celeste a Virgem-Mãe, aquela que víamos associada ao sacrifício de Jesus, dando à luz com dor os filhos de Deus, ou seja, a cada um de nós. A visão de São João mostra-nos que, desde que foi glorificada no céu – Rainha coroada de estrelas –, Maria continua a ser até o fim dos séculos Mãe de todos os homens, dos que são filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo. Continue reading “MARIA: 5 – UM CORAÇÃO MATERNO”

MARIA: 4 – AO PÉ DA CRUZ

MARIA: 4 – MARIA AO PÉ DA CRUZ 

Maria na hora-cume da nossa Redenção

Caná é o início da vida pública de Cristo. O sacrifício da Cruz é o seu fecho e a sua culminação. Procuremos agora aproximar-nos do coração de Maria e tentemos captar o que “Maria guardava no coração” naquela hora em que a salvação da humanidade se consumava por meio do sacrifício redentor de Jesus Cristo.

São João descreve a presença de Maria ao pé da Cruz, junto das santas mulheres, com uma palavra cheia de têmpera: stabat. Literalmente, também no original grego, significa “estar firme, de pé”. Mas o termo indica muito mais do que uma simples postura corporal. A expressão original empregada pelo Evangelho sugere um conteúdo moral, isto é, que Maria acompanhava o sofrimento do Filho com fortaleza de alma; e que, no seu coração, havia firmeza e plena adesão. Continue reading “MARIA: 4 – AO PÉ DA CRUZ”

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