EXEMPLO: 8 – AS VIRTUDES

EXEMPLO:  8 – IMPORTÂNCIA DAS VIRTUDES

Virtudes: força do exemplo

Ao lado das convicções cristãs e da piedade, a virtude é uma grande força de exemplo. É óbvio que a conduta virtuosa dos pais e educadores é uma luz orientadora mais importante que as palavras. Santo Antônio de Pádua dizia que virtudes como, por exemplo, “a humildade, o desprendimento, a paciência e a obediência” são outras tantas “línguas”, e que nós “falamos essas línguas quando os outros as veem em nós mesmos”[1].

Vale a pena lembrar que é o próprio Cristo quem faz finca-pé na importância das nossas virtudes para sermos “luz” para os outros. Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus (Mat 5, 14-16). Jesus fala de “boas obras”. “Boa obra”, em termos cristãos, é sempre um ato de virtude. São atos concretos, manifestações visíveis das virtudes teologais (atos de uma alma cheia de fé, de esperança, de amor-de caridade), e das virtudes humanas. Virtudes humanas (à volta da prudência, justiça, fortaleza e temperança) que têm uma importância enorme na boa formação dos filhos e dos alunos (Ver Catecismo, nn. 1805-1809).[2] Continue reading “EXEMPLO: 8 – AS VIRTUDES”

EXEMPLO: 7 – VIVÊNCIA CRISTÃ NO LAR

EXEMPLO:  7 – VIVÊNCIA CRISTÃ NO LAR

Convicções: luz e calor do exemplo

– Jesus diz: Que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a sua alma? (Mat 16, 26).  Os seus filhos, que veem os pais tão preocupados em que “ganhem o mundo inteiro”, ou seja, em que tenham sucesso profissional e social, sentem em vocês , pais, uma preocupação, no mínimo igual, pelas suas almas? “Sentem” que os pais sofrem mais se os veem cair em pecado mortal, se os veem fracassar na fidelidade matrimonial, do que se os veem falhar no vestibular, ou num concurso público ou num negócio? Continue reading “EXEMPLO: 7 – VIVÊNCIA CRISTÃ NO LAR”

EXEMPLO: 6 – TER LUZ PARA SER LUZ

EXEMPLO: 6 – “TER” LUZ PARA SER LUZ

Tochas que ardem e brilham

Vós sois a luz do mundo (Mt 5,14). Mas, como podemos nós ser “luz”se não temos a luz de Deus? Sem a luz da Verdade conhecida e vivida, só podemos ser cegos que guiam outros cegos. E, se um cego conduz a outro cego, cairão ambos na mesma vala (Mt 15, 14). Falando de São João Batista, Jesus dizia que ele era uma tocha que ardia e brilhava (   ). Primeiro ardia, por dentro; brilhava porque fogo e a luz da sua alma irradiavam na sua conduta e nas suas palavras.

Estamos em condições de “irradiar” porque a verdade cristã está clara na nossa mente e se encarna na nossa conduta? Muitos não estão mesmo, e o pior é que não se dão conta do “desastre” que isso é para os filhos e, em geral, para os que devem formar. Continue reading “EXEMPLO: 6 – TER LUZ PARA SER LUZ”

EXEMPLO: 5 – O MERCENÁRIO

EXEMPLO 5- O MERCENÁRIO

Ao lado da figura do bom pastor, Jesus coloca − na parábola − o mercenário: O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; e o lobo rouba e dispersa as ovelhas (Jo 10, 12).

Cristo nos lembra que, ao lado dos bons pastores, existem os mercenários que fogem dos lobos. Seria muito penoso que os pais, pastores de almas e educadores encarnassem a figura do mercenário que se omite, que foge de enfrentar os problemas difíceis das crianças, adolescentes e jovens e os abandonam à mercê dos lobos. Continue reading “EXEMPLO: 5 – O MERCENÁRIO”

MARIA: 5 – UM CORAÇÃO MATERNO

MARIA:  5 – UM CORAÇÃO MATERNO

O coração de Maria

Chegou um dia em que a presença de Maria deixou de ser visível aos olhos de seus filhos. Deus a chamou a Si. João, o discípulo-filho por excelência, a vislumbrará então gloriosa – Mãe, sempre Mãe – no céu. Assim descreve a sua visão no livro do Apocalipse: Depois, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. Estava grávida e clamava com dores de parto… (Apoc 12, 1-2).

Adivinha-se nesta imagem celeste a Virgem-Mãe, aquela que víamos associada ao sacrifício de Jesus, dando à luz com dor os filhos de Deus, ou seja, a cada um de nós. A visão de São João mostra-nos que, desde que foi glorificada no céu – Rainha coroada de estrelas –, Maria continua a ser até o fim dos séculos Mãe de todos os homens, dos que são filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo. Continue reading “MARIA: 5 – UM CORAÇÃO MATERNO”

MARIA: 4 – AO PÉ DA CRUZ

MARIA: 4 – MARIA AO PÉ DA CRUZ 

Maria na hora-cume da nossa Redenção

Caná é o início da vida pública de Cristo. O sacrifício da Cruz é o seu fecho e a sua culminação. Procuremos agora aproximar-nos do coração de Maria e tentemos captar o que “Maria guardava no coração” naquela hora em que a salvação da humanidade se consumava por meio do sacrifício redentor de Jesus Cristo.

São João descreve a presença de Maria ao pé da Cruz, junto das santas mulheres, com uma palavra cheia de têmpera: stabat. Literalmente, também no original grego, significa “estar firme, de pé”. Mas o termo indica muito mais do que uma simples postura corporal. A expressão original empregada pelo Evangelho sugere um conteúdo moral, isto é, que Maria acompanhava o sofrimento do Filho com fortaleza de alma; e que, no seu coração, havia firmeza e plena adesão. Continue reading “MARIA: 4 – AO PÉ DA CRUZ”

MARIA: 3 – A INTERCESSÃO DE MARIA

MARIA: 3- A INTERCESSÃO DE MARIA

Um coração que “vê”

São João conta, no seu Evangelho, que Jesus foi convidado, juntamente com sua Mãe, a uma festa de bodas em Caná. Era recente ainda a vocação dos Apóstolos, mas já acompanhavam o Mestre e, conforme o costume da época, foram convidados também para o casamento (cf. Jo 2, 1-11).

A cena é conhecida. Num dado momento da ruidosa festa campesina, fica faltando vinho. Ninguém o percebe. Ninguém, a não ser Maria. Com delicada intuição, pressente que a alegria dos esposos pode ficar toldada por uma imprevidência. Maria faz “seu” o problema, assume-o com sensibilidade materna, com um interesse impregnado de coração. E não hesita em falar confiadamente a Jesus: Eles não têm vinho. Continue reading “MARIA: 3 – A INTERCESSÃO DE MARIA”

MARIA: 2 – DEUS FALA DE MARIA

MARIA: 2- DEUS FALA DE MARIA

Uma cena de delicada caridade

O Evangelho fala relativamente pouco da Mãe de Jesus. Os textos extensos referem-se, principalmente, à concepção, nascimento e infância de Cristo. No entanto, se o Evangelho fala pouco, diz muito, diz muito mais do que imaginamos.

Nesta meditação começaremos refletindo sobre um trecho muito rico do  Evangelho de São Lucas, guiados pelo desejo de captar o que Deus nos quer revelar acerca de Maria. Ao mesmo tempo, poderemos verificar se a devoção a Maria, tal como a vivem os fiéis católicos, está em sintonia com a Palavra de Deus. Continue reading “MARIA: 2 – DEUS FALA DE MARIA”

MARIA: 1 – POR QUE DEVOÇÃO A MARIA?

MARIA: 1- POR QUE A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA?

A voz de Cristo moribundo

Faltavam apenas alguns minutos para que Cristo, no alto da Cruz, entregasse a sua alma ao Pai. Seu olhar inclinou-se para baixo e buscou primeiro os olhos de sua Mãe; depois, desviou-se para João, o discípulo amado. Os seus lábios esforçaram-se então por articular umas poucas palavras. Estava exausto, agonizante, mas queria falar. A sua voz enfraquecida esforçava-se por dizer exatamente o que Ele, o Filho de Deus, queria dizer naquele momento em que se consumava a Redenção dos homens.

Vendo Jesus a sua Mãe e junto dela o discípulo que ele amava, disse à sua Mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua Mãe. E, desta hora em diante, o discípulo a levou para sua casa (Jo 19, 26-27). Continue reading “MARIA: 1 – POR QUE DEVOÇÃO A MARIA?”

EXEMPLO: 4 – O BOM PASTOR

EXEMPLO – 4- O BOM PASTOR

Passos que assinalam o caminho

Na bela parábola do Bom Pastor, Cristo reúne mensagens cheias de riqueza espiritual. É claro que a parábola é, em primeiro lugar, um autorretrato de Cristo – o bom pastor que dá a vida pelas suas ovelhas (Jo 10, 11) –  e, em segundo lugar, uma pauta para os pastores da Igreja. Mas as ricas virtualidades da palavra de Cristo atingem a todos, e, assim, a imagem do pastor que depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora do aprisco, vai na frente delas, assinalando-lhes o caminho com seus próprios passos, e as conduz à pastagem  (cfr. Jo 10, 3 e 4) é especialmente ilustrativa para os que têm o dever de educar. Continue reading “EXEMPLO: 4 – O BOM PASTOR”

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