Novena do Espírito Santo (3)

Terceiro dia: O DOM DE ENTENDIMENTO
TODOS. – Ó Deus, nosso Pai:  o Espírito Santo que de vós procede ilumine as nossas inteligências, para conduzi-las à plenitude da verdade, conforme o vosso Filho prometeu.
LEITOR 1. – Hoje vamos refletir sobre o dom de Entendimento. Mediante esse dom, o Espírito Santo faz com que a nossa inteligência capte e entenda bem, de maneira correta, sem deturpações nem erros, o significado autêntico das verdades reveladas por Deus, ou seja, das verdades contidas na Bíblia, transmitidas pela Tradição da Igreja e conservadas e interpretadas fielmente pelo Magistério da Igreja: pelos ensinamentos magisteriais do Papa e dos bispos que estão em plena comunhão com o Santo Padre, sucessor de Pedro.
LEITOR 2. – Realmente, sem esse dom do Espírito Santo, poderíamos saber de cor o teor literal dessas verdades, recitar o Creio em Deus Pai e repetir pontos do Catecismo sem nenhuma falha, e, mesmo assim, ficarmos sem entender essas doutrinas ou, o que seria bem pior, interpretá-las erradamente, adaptar as verdades (por exemplo, as verdades sobre o Sacramento do Matrimônio, sobre a Confissão, sobre o pecado e a graça) aos nossos gostos e paixões; ou então – coisa que hoje é fácil que aconteça – fazer uma confusão entre as idéias certas e as idéias erradas que a mentalidade pagã no mundo atual difunde constantemente.
LEITOR 3. – O que faz o dom de entendimento é como que acender a luz de Deus dentro de cada uma dessas verdades cristãs. Para colocar uma comparação, assim como o milagre da Transfiguração fez contemplar com luz divina a figura humana de Cristo, assim o dom de entendimento “transfigura”, por assim dizer, as verdades da fé que já conhecemos, e faz com que as vejamos cheias de um luz nítida, sem sombras.
LEITOR 1. – Gostariam de ver alguns exemplos desse dom “em ação”?
TODOS. – Gostaríamos, e desde já queremos pedir, como faz a Igreja, que a luz do Espírito Santo instrua os nossos corações para apreciarmos o que é verdadeiro.
LEITOR 1. – Vamos, então, aos exemplos. Vou recordar agora apenas três. O primeiro é citado por João Paulo II justamente como exemplo desse dom. Trata-se da cena dos discípulos de Emaús que, mesmo estando a caminhar com Jesus  e a conversar com Ele, tinham os olhos como que vendados e não o reconheceram. Só depois de entrar em casa e sentar-se à mesa com Ele, no preciso momento em que nosso Senhor repetiu ali o milagre da Eucaristia, é que se lhes abriram os olhos e o reconheceram . Instantes antes, não captavam nada e até se enganavam a si mesmos. Agora, entendem tudo. O Espírito Santo concedeu-lhes esse dom. Como é importante pedir luz ao Espírito Santo!
TODOS. – E os outros dois exemplos?
LEITOR 1. – O segundo aconteceu também durante uma aparição de Jesus ressuscitado. Desta vez, Ele foi ao encontro dos onze Apóstolos (pois Judas já não estava), reunidos no Cenáculo. Nosso Senhor achou-os ainda perturbados, cheios de dúvidas. Então, após mostrar-lhes as chagas das mãos e dos pés e de comer diante deles, como prova de que estava vivo, comunicou-lhes o dom do entendimento: Abriu-lhes então o espírito para que compreendessem as Escrituras : aqueles textos do Antigo Testamento –sobretudo dos Salmos e dos Profetas – que, quando o Espírito Santo abre os olhos da mente, nos deixam boquiabertos, pois “captamos”, com emoção, que  narram a vida de Jesus, os detalhes de sua Paixão, Morte e Ressurreição de modo impressionante, com muitos séculos de antecedência. A terceira cena é dos Atos dos Apóstolos. Alguém se lembra?
LEITOR 2. – Refere-se à conversão de Lídia?
LEITOR 1. – Exatamente. É uma beleza esta cena.
LEITOR 2. –  Sim. É uma passagem muito bonita, da época em que São Paulo começou a pregar o Evangelho na cidade de Filipos, na região da Macedônia. Pregava ao ar livre, num lugar tranqüilo junto de um rio, e lá se encontrava, prestando muita atenção, uma mulher piedosa… Mas vamos deixar que São Lucas, que estava lá presente, nos conte a cena com suas próprias palavras: Uma mulher chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Foi batizada com toda a sua família . Em poucas palavras, quase como num telegrama, São Lucas conta-nos como o dom de entendimento transformou uma mulher sincera e de boa vontade e, através dela, toda uma família.
TODOS. – Que maravilhoso seria se Deus nos concedesse uma graça como essa! Divino Espírito Santo, vós que sois “luz dos corações”, derramai essa luz na nossa alma e na de todos os nossos familiares e amigos!
LEITOR 3. – Todos temos este desejo, claro! Mas…, será que a nossa alma está suficientemente aberta para receber esse dom? Porque a Bíblia também fala de almas que se fecharam à luz do Espírito Santo. É triste! Para começar, os fariseus, que trancavam com orgulho o coração perante a pregação de Jesus: Nós –diziam – somos discípulos de Moisés, mas este homem não sabemos de onde é . Não suportavam a doutrina de Jesus, porque Cristo desmascarava a sua religiosidade formalista, hipócrita e interesseira. E nosso Senhor teve que lhes dizer coisas duras: Por que não compreendeis a minha linguagem? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, e se vós não as ouvis é porque não sois de Deus .
LEITOR 2. – Vocês sabem o que acontece com aquele que “não é de Deus”, porque seu único “deus” é ele mesmo, e, por isso, não quer nem saber de Deus nem da religião verdadeira, nem da autêntica prática religiosa? Acontece que se joga nas mãos do demônio, do “pai da mentira”. Assim falava Cristo: Por que não compreendeis?… Vós tendes como pai o demônio… Ele não permaneceu na verdade… Quando diz a mentira fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira .
TODOS. – Que Deus nos livre desse horror!
LEITOR 3. – Certo. Mas vamos refletir… Por que é que as pessoas não querem conhecer a verdade de Deus? Inclusive, por que, às vezes, nós mesmos não queremos aprofundar nelas? Paremos um pouco para meditar nisso…
(pausa de silêncio)
LEITOR 2. – Uns não querem conhecer as verdades de Deus por má vontade, porque não querem mudar, como aquele governador romano chamado Félix que conversava com São Paulo, quando o Apóstolo estava preso em Cesaréia marítima. Conta São Lucas, nos Atos, que Félix ouvia Paulo falar da fé em Jesus Cristo; mas, quando Paulo começou a falar sobre a santidade, a castidade e o juízo futuro, Félix, todo atemorizado, disse-lhe: Por ora, podes retirar-te. Eu te ouvirei em outra ocasião . Não queria mudar a sua conduta licenciosa, e por isso afastou os ouvidos da verdade. Preferia não ficar sabendo verdades que o incomodavam.
LEITOR 3. – Outros, infelizmente, são vítimas da ignorância; ou, então, se deixaram envolver, sem reparar, pelos erros que hoje estão tão difundidos – inclusive em ambientes católicos –, e que são falsas interpretações da doutrina de Cristo, do ensinamento da Igreja. Outros, além de comodistas e superficiais, são convencidos: em vez de estudarem a doutrina católica, de aprofundar nela e de meditá-la seriamente, se dedicam a exibir sabedorias que não têm, e opinam à toa sobre tudo o que desconhecem… “Eu acho” – dizem … “Eu penso assim”… “Não acredito nisso”… No lugar do dom de entendimento, eles têm a  confusão. Em vez de estudar a doutrina, praticam o “achismo”.
TODOS. – Divino Espírito Santo, nós vos pedimos que não permitais que ninguém transmita aos nossos filhos – e a nós mesmos – teorias erradas ou religiosidade sentimental e oca, em vez do alimento sólido da nossa santa doutrina católica. Fazei que nos ensinem sempre a doutrina da fé e da moral tal como a Igreja sempre a ensinou: a doutrina tal como está no Catecismo da Igreja Católica e nos bons e sadios catecismos, esses pequenos catecismos de perguntas e respostas que fazem um bem enorme e que é tão bom aprender de cor.
LEITOR 2. – Vocês têm toda a razão. Quando se conhece a verdade com exatidão, tal como a explica o Magistério da Igreja e tal como a ensinam os bons catecismos, então o Espírito Santo, com o dom de entendimento, acende luzes de inteligência maravilhosas sobre as verdades conhecidas.
LEITOR 3. – Como é fantástico, por exemplo,  receber luzes divinas para entender todas as dimensões da “loucura de amor” da sagrada Eucaristia! O dom de entendimento lança sempre luzes novas no nosso coração, luzes que nos fazem compreender que, ao entregar-se a nós na Eucaristia, Jesus “amou-nos até ao fim”; que, na Santa Missa, o sacrifício redentor de Cristo na Cruz se torna realmente presente, ultrapassando os limites do espaço e do tempo; que, no Sacrário, está Jesus em pessoa o dia inteiro à nossa disposição, desejando a nossa companhia, como na casa de Lázaro, Marta e Maria…
LEITOR 2. – Quando o Espírito Santo nos ajuda a entender isso, como não vamos sentir um desejo ardente de participar mais freqüentemente da Missa? Como não vamos achar o jeito de visitar mais vezes Jesus no sacrário, numa igreja ou numa capela, e de ficar lá, junto dele, um bom tempo em adoração?
LEITOR 3. – E, se compreendemos bem o que é a Eucaristia, como não vamos sentir a necessidade de receber a Santa Comunhão com a maior freqüência possível? E de nos prepararmos para comungar purificando bem a nossa alma – sempre que preciso, pela Confissão pessoal –, pois sabemos, pela fé, que receberemos o Filho de Deus, Jesus, com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade?
TODOS. – Senhor, fazei-nos compreender e amar a maravilha do Sacramento da Reconciliação, da Confissão individual dos nossos pecados, que nos leva de volta, como o filho pródigo, à Casa do Pai, desse Pai-Deus que sempre nos espera pessoalmente, que nos abraça com imenso carinho, que nos cobre de beijos e nos cumula de dons. E, depois, nos alimenta com o banquete do Pão do Céu.
LEITOR 1. – Está na hora de encerrarmos este encontro. Então, sugiro como propósito concreto para este terceiro dia o seguinte: decidir-nos a ler e estudar, de maneira sistemática e constante, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica – tão recomendado pelo Papa Bento XVI – ou algum outro bom Catecismo que contenha, de modo ordenado e completo, o autêntico ensinamento da Igreja.  E, na medida do possível, normalmente de acordo com o pároco, colaborar no ensino do catecismo a crianças, adolescentes ou adultos. E, sempre, pedir as luzes do Espírito Santo para esse estudo e para esse trabalho de catequese.

(Novena do Espírito Santo (2)

Segundo dia: O DOM DE SABEDORIA
TODOS. – Divino Espírito Santo, “luz felicíssima, enchei até ao íntimo os corações dos vossos fiéis”, Vós que sois, como canta a Igreja, “fonte viva, fogo, caridade e unção espiritual”.
LEITOR 1. – A Igreja, como vocês provavelmente sabem, conhece os dons do Espírito Santo porque o profeta Isaías os enumera no capítulo onze do seu livro, e depois São Paulo os completa em suas Cartas . São sete: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade (que se desdobra em piedade para com Deus e para com o próximo) e temor de Deus.
LEITOR 2. – O Catecismo da Igreja diz que são “disposições permanentes – infundidas pelo Espírito Santo na alma como qualidades sobrenaturais – que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do mesmo Espírito” .
LEITOR 1. – Uma vez lembrada essa doutrina sobre os dons em geral, a partir de hoje vamos dedicar cada dia a um dom, ainda que não sigamos exatamente a ordem em que os menciona Isaías. Para início de reflexão, o primeiro que vamos considerar é o dom de Sabedoria. Antes de mais nada, porém, peçamos a ajuda de Maria.
TODOS. – Mãe santíssima, Vaso espiritual, sede da Sabedoria, ajudai-nos a abrir a mente e o coração à luz de Deus, para compreender a grandeza deste dom.
LEITOR 1. – É muito clara e bela a descrição do dom de Sabedoria que fez certa vez João Paulo II. Dizia que é um conhecimento das coisas de Deus impregnado de amor, graças ao qual a nossa alma ganha familiaridade e sintonia com as realidades divinas e chega a ter delas um conhecimento amoroso, saboroso, delicioso e feliz.
LEITOR 2. –  Quer dizer que a Sabedoria que o Espírito Santo nos dá não é uma sabedoria de sala de aula, nem o conhecimento de um conjunto de verdades teóricas, mas é aquele tipo de conhecimento, cheio de luz e calor, que se poderia chamar “sintonia com Deus”, e que só o Amor é capaz de proporcionar.
LEITOR 3. – É verdade… Só o amor nos permite conhecer bem a Deus e entendê-lo; da mesma forma que só o amor nos faz capazes de conhecer e compreender bem as pessoas. Sem amor, achamos que conhecemos, mas ficamos no escuro e apenas vemos verdades parciais, sombras, imagens confusas, misturadas com preconceitos e dúvidas.
LEITOR 2. – Bem dizia Jesus, citando Isaías, que há cegos de olhos abertos: têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem… Por que?
LEITOR 3. – Porque lhes falta o Amor divino: Seu coração se endureceu e, então, não compreendem nada nem se convertem .
TODOS. – Divino Espírito Santo, livrai-nos da aridez de um coração seco, morno, tíbio, sem amor; dessa aridez horrível, que é a crosta que o nosso egoísmo, a nossa fé rotineira e os nossos pecados vão grudando na alma, até deixá-la tapada, cega para Deus.
LEITOR 1. –  Mas, se tivermos boa vontade e formos capazes de nos arrependermos sinceramente dos nossos pecados, o Espírito Santo nos concederá esse dom, inflamará o nosso coração, e então experimentaremos, maravilhados, as grandezas de Deus, as belezas de Deus, as bondades de Deus, os abismos de luz dos mistérios de Deus, as maravilhas da Graça divina e as exigências santas de seu Amor! Uma felicidade que não tem igual na terra, e que já é um prenúncio do Céu… Então, as coisas de Deus nunca nos parecerão pesadas, ou exageradas, ou negativas ou desagradáveis… Ler a Bíblia e rezar, por exemplo, ou participar ativamente da Missa, nos trará uma grande felicidade.
LEITOR 2. – É verdade. Mas acho que é bom compreendermos que esse conhecimento, fruto do dom de Sabedoria, não fica só, nem principalmente, em sentimentos. Justamente por ser um conhecimento de amor autêntico, ele nos leva à doação, ao sacrifício generoso, à obediência à vontade de Deus, ao cumprimento alegre do dever. Ou seja, nos compromete.
LEITOR 3. – Isso me faz lembrar que, no dia da Transfiguração, São Pedro, extasiado ao ver Jesus radiante de luz no alto do monte Tabor, queria deixar-se ficar lá para sempre: Como é bom ficarmos aqui; vamos fazer três tendas e acampar… Então Jesus lhe esclareceu que, se lhes tinha feito desfrutar daquela maravilha, era para que estivessem preparados, prontos, para tomar a cruz e acompanhar o seu Senhor até o Calvário .
LEITOR 1. – Sim, é isso mesmo. Lembremos o que Cristo dizia na Última Ceia: Se me amais, guardareis os meus mandamentos.  E: Ninguém tem maior amor que aquele que dá a vida por seus amigos. E o que São João, que, na Ceia, esteve à mesa junto dele, escrevia muitos anos depois aos primeiros cristãos: Eis como sabemos que conhecemos Jesus Cristo: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. Jesus deu a sua vida por nós; nós também devemos dar a nossa vida .
TODOS. – Que Deus nos ajude a ser sinceros, a não ser daqueles cristãos que falam muito de Deus, que parecem muito “sábios”, que até querem dar lições aos outros e, no entanto, estão atolados nos erros e pecados, porque não levam a sério os mandamentos de Deus. É para eles que escrevia São João: “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade” .
 LEITOR 2. – Não acham que seria bom fazermos uma pausa de silêncio, para meditar e examinar a nossa vida…, e depois rezarmos todos juntos.
(pausa de silêncio).
TODOS. –  Santa Maria, Esposa fiel do Espírito Santo, dai-nos a sinceridade dos bons cristãos que, embora se vejam fracos e pecadores, não querem enganar-se a si mesmos. Fazei com que a alegria deslumbrante de conhecer o vosso Filho Jesus inflame em nós o desejo de amá-lo muito “com atos e de verdade”, de agradá-lo em tudo e de cumprir a sua santa Vontade, vivendo fielmente os mandamentos de Deus e da Igreja.
LEITOR 1. – Acabamos de dizer, na nossa oração, uma coisa que talvez seja o ponto máximo da Sabedoria.
LEITOR 3. – O que foi?
LEITOR 1. – Pedimos a “alegria deslumbrante de conhecer Jesus”. Aí está o grande segredo do cristão. Quando conhecemos Cristo de verdade, nós somos fortemente arrebatados pelo seu amor e, então, no tornamos capazes de assumir, por Ele, os grandes ideais cristãos, com todas as suas exigências e compromissos. Por isso, todos deveríamos desejar o que São Paulo pedia na Carta aos Efésios. Que acham se recitamos todos juntos as suas palavras?
TODOS. – Que sejais poderosamente robustecidos pelo seu Espírito em vista do crescimento do vosso homem interior. Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados no amor, a fim de que possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer o amor de Cristo, que desafia todo conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus .
LEITOR 1. – Parece-me que hoje podemos encerrar por aqui o segundo dia da nossa novena, recitando, como fecho, esta bela oração espontânea de São Josemaria Escrivá:
TODOS. – Jesus: ver-Te, falar contigo! Permanecer assim, contemplando-Te, abismado na imensidade da tua formosura, e não cessar nunca, nunca, nessa contemplação! Oh, Cristo, quem Te pudesse ver! Quem Te pudesse ver, para ficar ferido de amor por Ti!
Santa Maria, templo e sacrário do Espírito Santo, Sede da Sabedoria, rogai por nós, que recorremos a vós.
LEITOR 1. – Sugestão de propósito concreto para este segundo dia: Visitar Jesus na Eucaristia, no Sacrário, sempre que pudermos. Ficar pelo menos uns minutos meditando no imenso amor de Cristo no Santíssimo Sacramento, e abrir-lhe o coração num colóquio íntimo.

Novena do Espírito Santo (1)

Primeiro dia: UMA NOVENA ESPECIAL
TODOS. – Ó Deus, nosso Pai, concedei-nos fazer com fé e devoção esta Novena ao Espírito Santo, de modo que, quando vier no dia de Pentecostes, encontre as nossas almas dignamente preparadas para recebê-lo e possa derramar em nós a sua Graça e os seus sete Dons.
LEITOR 1. – Hoje vamos começar uma novena especial… Inclusive pode-se dizer que é uma novena “muito especial”, “única”…
LEITOR 3. – “Única”…, por quê? Há muitas novenas ótimas. Por que essa seria diferente?
LEITOR 1. – Pois, olhe, é mesmo “única”, porque tem uma característica que nenhuma outra tem: é uma novena que o próprio Jesus mandou fazer…
TODOS. – Isto é muito interessante! Poderíamos ter uma explicação, antes de começar?
LEITOR 1. – Sem dúvida. A explicação encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por  São Lucas. Alguém se lembra?
LEITOR 2. – Sim, é verdade… Nosso Senhor, momentos antes da sua Ascensão aos céus, declarou aos discípulos: Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai [o Espírito Santo], e, a seguir, deu-lhes uma ordem: permanecei na cidade [ em Jerusalém], até que sejais revestidos da força do alto . Vocês vêem? Jesus lhes mandou que não saíssem de Jerusalém, mas que lá ficassem, juntos, rezando, enquanto não viesse o Espírito Santo…, coisa que aconteceu dez dias depois, na festa judaica de Pentecostes.
LEITOR 1. – E, de fato, eles cumpriram ao pé da letra o que o Senhor lhes tinha mandado. Desceram do monte das Oliveiras, após a Ascensão, voltaram a Jerusalém, e logo foram reunir-se no Cenáculo, na sala onde Cristo celebrara a última Ceia. Essa “sala de cima”, depois da Ressurreição, era seu ponto de encontro. Lá permaneceram todos – Apóstolos, discípulos, santas mulheres – durante nove dias, e perseveravam  unanimemente na oração – como escreve São Lucas –, juntamente com Maria, a Mãe de Jesus.
LEITOR 2. – Vocês vêem? A Igreja sempre teve presente que a Ascensão foi numa quinta-feira e que, dez dias depois, na festa de Pentecostes, veio o Espírito Santo. Nove dias de intervalo ao todo. Ou então dez dias se incluirmos na “novena” o dia da Ascensão (quinta-feira, ainda que no Brasil a festa litúrgica seja transferida para domingo), ou o próprio dia de Pentecostes. Daí que alguns, em vez de fazer uma novena preferem fazer um “decenário”. É a mesma coisa: as duas formas são legítimas, e esta novena prevê as duas possibilidades…
TODOS. – Que alegria! Vamos fazer esta novena como se estivéssemos rezando no Cenáculo, pertinho de Nossa Senhora, unidos à oração dEla, dos Apóstolos e discípulos e das santas mulheres…
LEITOR 3. – Escutem. Não digamos “como se estivéssemos”… É muito mais! Vamos “estar” mesmo, vivendo de verdade aqueles dias no Cenáculo. O Catecismo da Igreja nos ensina que “tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens participa da eternidade divina, e assim ultrapassa todos os tempos e em todos se torna presente” .
TODOS. – Que maravilha! Rezaremos sentindo palpitar o coração materno de Maria, real e presente, bem junto do nosso coração. E assim a nossa oração receberá a força da intercessão da Mãe de Deus!
LEITOR 3. – Que acham se fazemos um pequeno intervalo de silêncio, para meditar e agradecer essa realidade, e depois rezamos todos juntos.
 (pausa de silêncio).
TODOS. – Ó Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, não nos abandoneis. Ficai conosco e alcançai do Espírito Santo, vosso Esposo divino, que esta novena nos obtenha a graça de uma mudança profunda nas nossas vidas, uma mudança que nos faça melhores filhos de Deus, mais coerentes com a nossa santa fé, e nos torne capazes de fazer um maior bem aos outros.
LEITOR 1. – Estamos pedindo uma mudança de espírito e de conduta, e com toda a razão. Vocês sabem, com certeza, quem é o Espírito Santo, para cuja vinda começamos a preparar-nos.
LEITOR 3. – Claro. Ele é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Amor de Deus em pessoa. Ele é toda a força, toda a potência, toda a vitalidade, todo o calor, toda a suavidade, toda a riqueza, todo o esplendor do Amor de Deus.
TODOS. – Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor!
LEITOR 2. – Só Ele pode transformar os corações e fazer com que sejamos capazes de “nascer do novo”, como Jesus pedia a Nicodemos .  Só Ele, o Espírito divino, pode mudar o mundo, através daqueles corações que Ele já mudou. Porque, se os corações não mudam, não se pode esperar que mude a família, nem poderá mudar a comunidade, nem nós, os cristãos, poderemos mudar o mundo como Jesus quer.
TODOS. – Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra!
LEITOR 1. – Se soubermos acolher o Espírito Santo, Ele derramará nas nossas almas e na sociedade, juntamente com o seu Amor, os seus “frutos”, aqueles de que fala São Paulo na sua Carta aos Gálatas: Alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, autodomínio, castidade  . Acho que vemos muito claro que o mundo só será renovado quando esses frutos amadurecerem na vida dos cristãos.
TODOS. – Divino Espírito Santo, fazei-nos dignos de possuir e de irradiar, na família, no trabalho e na sociedade, os vossos santos frutos.
LEITOR 2. – E só o Espírito Santo pode difundir nas nossas almas os seus sete Dons, que são como que o toque da mão de Deus, do Amor de Deus, na alma, um toque forte e delicado que nos transforma em filhos de Deus empenhados sinceramente na procura da santidade. Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus – diz São Paulo – são filhos de Deus .
TODOS. – Vinde, Espírito Santo, concedei a todos os fiéis, que em vós confiam, os sete dons sagrados.
LEITOR 1. – Pois bem. É justamente sobre esses sete dons que vamos fazer a nossa novena. Cada dia meditaremos sobre um dom, e pediremos ao Espírito Santo, pai dos pobres, doador das graças – como diz a Liturgia de Pentecostes–, que o infunda na nossa alma e o mantenha como uma chama acesa.  Deus faça que esta novena nos dê a alegria de “descobrir” mais plenamente as riquezas do Espírito Santo e dos seus dons.
TODOS. – Santíssima Mãe de Deus, ficai perto de nós, conduzi-nos pela mão, como boa Mãe, pois somos vossos filhos. Ajudai-nos a receber, na alma purificada por uma boa confissão, o divino Espírito Santo, e, com Ele, seus frutos e dons, que são o cume e a plenitude da vida cristã.
LEITOR 1. –  No final de cada dia da novena, gostaria de fazer a sugestão de um propósito concreto. Para este primeiro dia, penso que seria bom propor-nos a ler, no Catecismo ou em algum bom livro de doutrina católica, o que a Igreja nos ensina sobre o Espírito Santo. E também poderíamos propor-nos repetir com freqüência, ao longo destes dias, a oração “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor!”

Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (9)

NONO DIA – MARIA E O SANTO ROSÁRIO
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Meditar com São Josemaria
O “princípio do caminho”, que tem por fim a completa loucura por Jesus, é um confiado amor a Maria Santíssima. – Queres amar a Virgem? – Pois então conversa com Ela! – Como? – Rezando “bem” o Rosário de Nossa Senhora [Santo Rosário, prólogo].
Mas no Rosário… dizemos sempre o mesmo! – Sempre o mesmo? E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam? (Id.)… Eu entendo que cada Ave-Maria, cada saudação à Santíssima Virgem, é um novo palpitar de um coração enamorado [Forja, n. 615].
Bendita monotonia das Ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados! [Sulco, n. 475].
Não se pronuncia o terço somente com os lábios, mastigando uma após outra as Ave-marias. Assim mussitam as beatas e os beatos. – Para um cristão, a oração vocal há de enraizar-se no coração, de modo que, durante a recitação do terço, a mente possa adentrar-se na contemplação de cada um dos mistérios [Sulco, n. 477].
Vou dar-te um conselho prático… : demora-te por uns segundos – três ou quatro – num silêncio de meditação, considerando o respectivo mistério do Rosário, antes de recitares o Pai-nosso e as Ave-marias de cada dezena [Santo Rosário, nota introdutória].
Se rezas o terço todos os dias, com espírito de fé e de amor, a Senhora se encarregará de levar-te muito longe pelo caminho do seu Filho [Sulco, n. 691].
 O Santo Rosário é arma poderosa. Emprega-a com confiança e te maravilharás do resultado [Caminho, n. 558].
Oração
Minha Mãe Imaculada, Rainha do Santíssimo Rosário! Como me alegra repetir, em cada Ave-Maria, as primeiras palavras que o próprio Deus te dirigiu através do Anjo Gabriel: «Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo!», e acrescentar a elas o louvor que tua prima Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, te dirigiu no dia da Visitação: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre» (Lc 1,28.42).
Sei que tu, minha Mãe Imaculada, amas o Rosário e sorris quando nós, teus filhos, oramos e conversamos contigo mediante esta bela oração. Assim o mostraste quando vieste visitar-nos em Lourdes, e depois em Fátima. «Rezem o terço todos os dias», dizias aos três pastorzinhos.
Quero honrar-te vivendo essa tua devoção preferida cada dia com mais amor: meditando os mistérios, prestando atenção às palavras, e pondo em tuas mãos, em cada dezena, uma súplica confiante: “Ofereço este mistério por esta ou aquela outra intenção”.  E se algumas vezes me distrair involuntariamente, sei que continuarás a sorrir-me, como a mãe que conversa com a criança que, ao mesmo tempo, a ouve e se distrai: procurarei então retificar e continuar a rezar com mais afinco.
Peço-te que tornes eficazes as minhas palavras quando eu aconselhar outras pessoas a rezarem o Terço, ou as convidar a rezá-lo juntos. Faz com que os católicos não nos esqueçamos de que, desde há séculos, quase todos os Papas têm dedicado um ou vários documentos ao Santo Rosário, exortando os fiéis a praticarem esta devoção,  preferentemente em família.
Agora que a Novena chega ao final, penso que este propósito pode ser a melhor oferenda na tua grande festa: amar muito e difundir com entusiasmo o Santo Rosário.
Termino a Novena, minha Mãe, com a oração que a Igreja te dedica na festa de “Nossa Senhora do Rosário”: “Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na Cruz, e com a intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, alcancemos a glória da ressurreição. Por Cristo, Nosso Senhor.”

Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (8)

OITAVO DIA – MARIA E A SANTA PUREZA
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Meditar com São Josemaria
[Façamos] a nossa oração ao nosso Pai, pedindo-lhe que nos conceda a graça de vivermos essa afirmação gozosa que é a virtude cristã da castidade. Pedimo-lo por intercessão de Santa Maria, que é a pureza imaculada [Amigos de Deus, n. 189].
Todos os pecados da tua alma parecem ter-se posto de pé. – Não desanimes. – Pelo contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o sossego à tua alma [Caminho, n. 189].
A Virgem Santa Maria, Mãe do Amor Formoso, aquietará o teu coração, quando te fizer sentir que é de carne, se recorres a Ela com confiança [Caminho, n. 504].
Não se pode ter uma vida limpa sem a ajuda divina. Deus quer a nossa humildade, quer que Lhe peçamos a sua ajuda, através da nossa Mãe e sua Mãe. –Tens que dizer a Nossa Senhora, agora mesmo, na solidão acompanhada do teu coração… : – Minha Mãe, este meu pobre coração rebela-se algumas vezes… Mas se tu me ajudas… – E Ela te ajudará… [Forja, n. 315].
Permite-me um conselho, para que o ponhas em prática diariamente. Quando o coração te fizer notar as suas baixas tendências, reza devagar à Virgem Imaculada: Olha-me com compaixão, não me deixes, minha Mãe! – E aconselha-o assim a outros [Sulco, n. 849].
Não sejas tão cego ou tão estouvado que deixes de rezar a Maria Imaculada ao menos uma jaculatória sempre que passes junto de lugares onde sabes que se ofende a Cristo [Caminho, n. 269].
Oração
Minha Mãe castíssima!  Quero aclamar-te, com a Igreja,  como a «Mãe do Amor Formoso», daquele amor que sabe querer bem, dar-se e fazer os outros felizes; ao mesmo tempo que mantém a alma e o coração livres do hedonismo, que só procura o prazer egoísta e as experiências passageiras.
Faz com que nunca coloquemos a idolatria do prazer acima do amor a Deus –e aos seus mandamentos –, nem acima do amor e do respeito à dignidade dos outros, filhos de Deus, criados –no corpo e na alma – à imagem de Deus  (Gên 1,26).
Peço-te que alcances, para muitos, a graça de compreender que a santa pureza não é uma limitação nem uma repressão, mas que «a castidade – a de cada um no seu estado: solteiro, casado, viúvo, sacerdote – é uma triunfante afirmação do amor» (Sulco, n. 831).
Que todos sintamos como dirigidas a nós estas palavras: «A tua castidade não pode limitar-se a evitar a queda, a ocasião… Não pode ser de maneira nenhuma uma negação fria e matemática. – Já percebeste que a castidade é uma virtude e que, como tal, deve crescer e aperfeiçoar-se?» (Forja, n. 91). E que entendamos que esta virtude  é «afirmação decidida de uma vontade enamorada: é uma virtude que mantém a juventude do amor, em qualquer estado de vida» (É Cristo que passa, n. 25).
Mãe puríssima, eu sei que, como diz uma antiga canção, «convém guardar a coisa preciosa». Tu me ajudarás a guardar a santa pureza, sempre nos ajudas! Faz com que nunca me esqueça de que pureza é delicadeza: delicadeza para guardar os olhos e as fantasias; delicadeza para evitar conversas, publicações ou programas imundos que ofendem a Deus; e delicadeza para não brincar levianamente com as tentações.
Que eu me convença de que a castidade – com o auxílio da graça de Deus – pode ser vivida, quando é fortalecida pela oração humilde (“Mãe puríssima, rogai por mim!”), pela recepção frequente da Eucaristia, pelas pequenas mortificações da gula, da curiosidade, da imaginação, da moleza; e pelo recurso pronto e sincero à Confissão, sempre que houver alguma queda.
Então, Virgem Santa, com a tua intercessão materna, viveremos essa virtude não como uma «renúncia, mas como uma afirmação gozosa, uma entrega livre e alegre» (Amigos de Deus, n. 182).

Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (7)

SÉTIMO DIA – MARIA E A CRUZ DE CADA DIA
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Meditar com São Josemaria
Maria, Mestra do sacrifício escondido e silencioso! – Vede-a, quase sempre oculta, colaborando com o Filho: sabe e cala [Caminho, n. 509].
Não há dúvida de que, durante a sua vida terrena, Maria não foi poupada nem à experiência da dor, nem ao cansaço do trabalho, nem ao claro-escuro da fé … O seu fiat, “faça-se”, não se manifestou em ações aparatosas, mas no sacrifício escondido e silencioso de cada dia. – Ao meditarmos nestas verdades …, percebemos que o valor sobrenatural da nossa vida não depende de que se tornem realidade as grandes façanhas que às vezes forjamos com a imaginação, mas da aceitação fiel da vontade divina, de uma disposição generosa em face dos pequenos sacrifícios diários  [É Cristo que passa, n. 172].
Diz que já não queres decepcionar mais o Senhor… É o momento de acudires à tua Mãe bendita do Céu…; e procura depois fazer propósitos concretos…: o amor se demonstra de modo especial em ninharias; ordinariamente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.
Quantas mães conheceste tu como protagonistas de um ato heroico, extraordinário? Poucas, muito poucas. E, no entanto, mães heroicas, verdadeiramente heroicas, que não aparecem como figuras de nada espetacular, que nunca serão notícia – como se diz – tu e eu conhecemos muitas: vivem negando-se a todas as horas, cerceando com alegria os seus próprios gestos e inclinações, o seu tempo, as suas possibilidades de afirmação ou de êxito, para atapetar de felicidade os dias de seus filhos [Amigos de Deus, n. 134].
Oração
Minha Mãe Imaculada, Mestra do sacrifício escondido e silencioso, peço-te que me ajudes a imitar-te; que eu saiba fazer – como tu –, das ocupações e circunstâncias da vida cotidiana,  uma constelação de atos de amor a Deus e ao próximo, vivificados pela chama do sacrifício.
Que eu saiba acolher com fé e sem medo o convite de Jesus: «Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia, e siga-me» (Lc 9,23); e que compreenda que abraçar generosamente a Cruz de Cristo, dando-me a Deus e aos outros no dia-a-dia, é encontrar o amor e a alegria.
Abre-me, Mãe, as portas do coração para corresponder a este apelo: «Quando vires uma pobre Cruz de madeira, só, desprezível e sem valor… e sem Crucificado, não esqueças que essa Cruz é a tua Cruz: a de cada dia, a escondida, sem brilho e sem consolação…, que está esperando o Crucificado que lhe falta. E esse Crucificado tens que ser tu» (Caminho, n. 178).
A Cruz de cada dia! Mãe, ajuda-me a ver onde está realmente essa Cruz “vulgar”, que Jesus me convida a tomar todos os dias: No cumprimento exato dos horários que marquei para aproveitar bem o tempo; na pontualidade na hora de me levantar, e também na hora de enfrentar com fortaleza e sem delongas uma tarefa mais árdua; na fidelidade aos planos de oração e de outras práticas espirituais; na renúncia elegante a gostos ou caprichos pessoais (em relação aos planos, descansos, comidas…) sobretudo se desagradam aos outros… (cf. Amigos de Deus, n. 138)
Dá-me mais luzes, para que eu descubra também a Cruz de cada dia na caridade delicada ao tratar com os demais, especialmente se estão doentes ou passam por um período de sofrimento; na paciência para tolerar as indelicadezas alheias; na decisão de enfrentar com bom humor as pequenas contrariedades de cada dia, e de não dar importância aos pormenores desagradáveis dos que convivem comigo; no esforço por sorrir quando estou cansado ou preocupado; na coragem de corrigir a quem precisa ser ajudado, na tenacidade para terminar os trabalhos começados, até colocar a “última pedra”…, tendo o cuidando de colocar todas as “pedras” intermediárias entre a primeira a e a última…(cf. Amigos de Deus, n. 138 e Caminho, n. 173).
Quereria aproveitar melhor essas oportunidades de imitar Jesus e a ti, de servir e de ir dando cotidianamente a vida pelo bem dos outros (cf. Mt 20,28). Sei que se fizer assim, aconteça o que acontecer, experimentarei junto de ti, Mãe, esta grande verdade: «O caminho do Amor chama-se Sacrifício» (Forja, n. 768).

Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (6)

SEXTO DIA – MARIA E A ORAÇÃO
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Meditar com São Josemaria
Como enamora a cena da Anunciação! Maria está recolhida em oração…, aplica os seus cinco sentidos e todas as suas potências na conversa com Deus. Na oração conhece a Vontade divina; e com a oração converte-a em vida da sua vida! Não esqueças o exemplo de Nossa Senhora! [Sulco, n. 481].
Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera o que não entende, pergunta o que não sabe. Depois entrega-se por completo ao cumprimento da vontade divina: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38) [É Cristo que passa, n. 173].
Os discípulos, cheios de fé pelo triunfo de Cristo ressuscitado, e ansiosos ante a promessa do Espírito Santo, querem sentir-se unidos, e vamos encontrá-los «com Maria, a Mãe de Jesus» (At 1,14). A oração dos discípulos acompanha a oração de Maria; era a oração de uma família unida [É Cristo que passa, n. 141].
Sempre que te vejas com o coração seco, sem saber o que dizer, recorre com confiança à Virgem Santíssima. Dize-lhe: Minha Mãe Imaculada intercedei por mim.– Se a invocares com fé, Ela te fará saborear – no meio dessa secura – a proximidade de Deus [Sulco, n. 695].
Maria, Mestra de oração. – Olha como pede a seu Filho em Caná. E como insiste, sem desanimar, com perseverança. – E como consegue. – Aprende [Caminho, n. 502].
Oração
Minha Mãe, Mestra de oração! Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo! Não existiu ninguém no mundo que tenha tido um trato de  intimidade com a Santíssima Trindade maior do que o teu.
Mesmo nos momentos mais duros da vida, em que uma espada de dor te atravessava a alma (cf. Lc 2,35)  – ao dares a luz num estábulo, ao veres o filhinho perseguido de morte por Herodes, ao assistires à agonia de Jesus na Cruz –, o teu diálogo com Deus foi uma oração de entrega amorosa, que te inundou a alma de fortaleza, de luz e de paz: «Maria guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração» (Lc 2,19).
Suplico-te, Mãe, que me dês um grande amor à oração: que me ajudes a rezar com piedade e atenção as orações litúrgicas, o terço e as outras orações e devoções do cristão; e a dedicar todos os dias um tempo determinado à leitura da Bíblia, à meditação,  à conversa espontânea com Deus, contigo, com São José, com os Santos Anjos…
Faz com que a minha oração seja «a autêntica oração dos filhos de Deus, não o palavreado dos hipócritas» (Amigos de Deus, n. 243); que seja realmente uma «hora de intimidades santas e de resoluções firmes» (Sulco, n. 457).
Peço-te que me leves a tornar-me «amigo»  do teu Filho Jesus – «Eu vos chamei amigos» (Jo 15,15) –, especialmente quando o recebo na Comunhão ou quando converso com Ele junto do Sacrário. Que entenda a lógica cristã destas palavras: «Procuras a companhia de amigos que, com a sua conversa e afeto, com o seu convívio, te tornem mais grato o desterro deste mundo…, embora os amigos às vezes atraiçoem. – Mas… como não frequentas cada dia com maior intensidade a companhia, a conversa com o Grande Amigo, que nunca atraiçoa?» (Caminho, n. 88).
Ajuda-me, enfim, a levar a sério estas palavras de Jesus: «É necessário orar sempre sem nunca desistir» (Lc 18,1); e estas outras: «Pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e vos abrirão… O Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem» (Lc 11, 9.13).

Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (5)

QUINTO DIA – MARIA E A HUMILDADE
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Meditar com São Josemaria
«Porque viu a baixeza da sua escrava…» –  Cada dia me persuado mais de que a humildade autêntica é a base sobrenatural de todas as virtudes! – Fala com Nossa Senhora, para que Ela nos vá adestrando em caminhar por essa senda [Sulco, n. 289].
Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria! – Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem – afora as primícias de Caná – à hora dos grandes milagres. – Mas não foge ao desprezo do Gólgota; ali está «junto à cruz de Jesus», sua Mãe [Caminho, n. 507].
Tens de sentir a necessidade de te veres pequeno, desprovido de tudo, fraco. Então lançar-te-ás no regaço da nossa Mãe do Céu, com jaculatórias, com olhares de afeto, com práticas de piedade mariana… – Ela te protegerá [Forja, n. 354].
Minha Mãe! As mães da terra olham com maior predileção para o filho mais fraco, para o mais doente, para o mais curto de cabeça, para o pobre aleijado… – Senhora! Eu sei que tu és mais Mãe que todas as mães juntas… – E como eu sou teu filho… E como sou fraco, e doente… e aleijado… e feio… [Forja, n. 234].
Não estás só … Não sentes na tua mão, pobre criança, a mão da tua Mãe, é verdade. – Mas…não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguirem os seus meninos quando se aventuram, temerosos, a dar os primeiros passos sem ajuda de ninguém? – Não estás só; Maria está junto de ti [Caminho, n. 900].
Ser criança exige abandonar-se como se abandonam as crianças, crer, como creem as crianças, pedir como pedem as crianças. – São coisas que aprendemos no trato com Maria [É Cristo que passa, n. 143].
Oração
Santa Maria, Serva humilde do Senhor! Escuto teu Filho, que diz: «Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29); ouço-o também repetir várias vezes: «Todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado» (Lc 14,11); e leio na Bíblia, tanto no Antigo como no Novo Testamento, que «Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes» (Prov 3,34; Tg 4,6; 1 Pdr 5,5)… Leio, ouço, sei disso… mas, como me custa assimilá-lo!
Desejaria muito alcançar a humildade, apesar de que tantas vezes falho, deixando-me dominar pelo orgulho, o amor próprio ferido, a vaidade…
Por isso recorro a ti, minha Mãe. Teu exemplo me enamora e me incentiva. Que alegria ouvir as  palavras do teu cântico de louvor a Deus, o Magnificat: «…Meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque Ele olhou para a humilde condição da sua serva…  Desconcertou os corações dos soberbos … e exaltou os humildes!» (Lc 1, 46 ss).
A ti, «Mãe do meu Senhor» (Lc 1,43), a mais humilde de todas as criaturas, suplico-te que rogues por mim, para que Deus me conceda a graça  de ser humilde. Livra-me da soberba de me considerar superior aos outros, de desprezar os demais, de querer dominá-los; e de ceder à inveja ou ao desânimo por vê-los melhores do que eu. Preserva-me especialmente da cegueira da ingratidão de me atribuir méritos e valores que não existiriam sem a ajuda divina, sem a graça do Espírito Santo (cf. Jo 15,5).
Faz, minha Mãe, que não me sinta humilhado pelas minhas próprias limitações e misérias; que não fique afundado na vergonha dos fracassos, mas confie em que basta o arrependimento das faltas e a boa vontade de lutar para poder dizer com São Paulo: «Tudo posso naquele que me dá forças» (Fil 4,13).
Eu sei que a humildade mais alegre e eficaz é o espírito de infância espiritual, que teu Filho nos ensinou: «Aquele que se fizer humilde como esta criança será o maior no Reino dos Céus» (Mt 18,4). E … será que existe melhor caminho para nos tornarmos crianças do que saber-nos teus filhos e deixar-nos cuidar por ti?

Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (4)

QUARTO DIA – MARIA E O AMOR AO PRÓXIMO
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Meditar com São Josemaria
Se caminhamos pela mão da Santíssima Virgem, Ela fará com que nos sintamos irmãos de todos os homens: porque somos todos filhos desse Deus de quem Ela é Filha, Esposa e Mãe. – Os problemas dos outros devem ser problemas nossos… –Maria, Mãe de Jesus nos ajudará a reconhecer Jesus que passa ao nosso lado, que se nos torna presente nas necessidades dos nossos irmãos, os homens [É Cristo que passa, n. 145].
Mãe compassiva, trono da graça: nós te pedimos que saibamos compor na nossa vida e na vida dos que nos rodeiam, verso a verso, o poema singelo da caridade, «como um rio de paz» (Is 48, 18). Pois tu és um mar de inesgotável misericórdia [É Cristo que passa, n. 187].
Se nos identificarmos com Maria, se imitarmos as suas virtudes, poderemos conseguir que Cristo nasça, pela graça, na alma de muitos que se identificarão com Ele pela ação do Espírito Santo. Se imitarmos Maria, participaremos de algum modo na sua maternidade espiritual [Amigos de Deus, n. 281].
Santa Maria, «Rainha dos Apóstolos», rainha de todos os que suspiram por dar a conhecer o amor de teu Filho: tu, que entendes tão bem as nossas misérias, pede perdão por nossa vida: … pela luz que deixou de iluminar; pelo sal que se tornou insípido. Mãe de Deus, Onipotência Suplicante: traze-nos, junto com o perdão, a força para vivermos verdadeiramente de fé e de amor, para podermos levar aos outros a fé de Cristo [É Cristo que passa, n. 175].
Oração
Minha mãe, Mestra de caridade, de amor ao próximo! Como gostaria de ter um coração semelhante ao teu! O Anjo Gabriel te anuncia que serás a Mãe de Deus; no meio da Anunciação, ele te faz saber de passagem que a tua prima Isabel, já idosa, vai ter um filho, e basta tu saberes disso para esquecer-te de ti mesma e correr «com pressa» à casa da prima para ajudá-la (cf. Lc 1, 39 ss).
Eu te peço que me alcances de teu Filho a graça da caridade: de amar, de dar-me, de servir sempre os outros. Concede-me a graça do esquecimento próprio, para que eu seja capaz de dedicar-me generosamente aos demais, sem cálculos mesquinhos, sem pedir nada em troca. Faz com que me convença de que «mais do que em “dar”,  a caridade está em “compreender”» (cf. Caminho, n. 463), e que me esforce «por perdoar sempre os que me ofendem, desde o primeiro instante», lembrando-me de que «mais me tem perdoado Deus a mim» (Caminho, n. 452).
Ajuda-me, Mãe de misericórdia, a viver como nos pede São Paulo: «Como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra alguém. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós» (Col 3,12-13).
Que eu esteja disposto a rezar e a praticar as obras de misericórdia, para auxiliar, material e espiritualmente, os que sofrem, os abandonados, os pobres, os doentes, os aflitos, os que ignoram e erram, os que se sentem sós… , a começar por aqueles que convivem e trabalham comigo. E que não me esqueça de que «um homem e uma sociedade que não reajam perante as tribulações ou as injustiças, e não se esforcem por aliviá-las, não são nem homem nem sociedade à medida do amor do Coração de Cristo» (É Cristo que passa, n. 167).
Ajuda-me também a fazer um exame de consciência sobre o meu apostolado, aplicando à minha vida estas palavras: «Tens de procurar que haja, no meio do mundo, muitas almas que amem a Deus de todo o coração. É hora de fazer contas: quantas ajudaste tu a descobrir esse Amor?» (Forja, n. 898).

Mês de Maria: Novena a Nossa Senhora (3)

TERCEIRO DIA – MARIA E O AMOR A DEUS
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Meditar com São Josemaria
 [Do amor a Deus] a Escritura canta com palavras ardentes: «As águas copiosas não puderam extinguir o amor nem os rios arrastá-lo» (Cant 8,7). Foi este amor que cumulou sempre o Coração de Santa Maria, até enriquecê-la com entranhas de Mãe para com a humanidade inteira. Na Virgem, o amor a Deus confunde-se também com a solicitude por todos os seus filhos [Amigos de Deus, n. 237].
É isso o que explica a vida de Maria: o seu amor. Um amor levado até ao extremo, até ao esquecimento completo de si mesma, feliz de estar onde Deus a quer, cumprindo com esmero a vontade divina. Isso é o que faz com que o menor de seus gestos não seja nunca banal, mas cheio de conteúdo. Maria, nossa Mãe, é para nós exemplo e caminho. Temos que procurar ser como Ela, nas circunstâncias concretas em que Deus quis que vivêssemos [É Cristo que passa, n. 148].
Coração Dulcíssimo de Maria, dá força e segurança ao nosso caminho na terra: sê tu mesma o nosso caminho, porque tu conheces as vias e os atalhos certos que, por meio do teu amor, levam ao amor de Jesus Cristo [É Cristo que passa, n. 178].
O amor à nossa Mãe será sopro que atice em fogo vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza [Caminho, n. 492].
Doce Mãe…, Maria, doce Senhora: que o Amor não seja em nós falso incêndio de fogos fátuos…; que seja verdadeiro incêndio voraz, que ateie e queime tudo quanto toque [Forja, n. 57].
Oração
Minha Mãe Imaculada, Mestra de Amor a Deus! Tu, que viveste sempre envolta pelo mistério do Amor inefável da Trindade, mantém acesa em mim a certeza de que «Deus é Amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele» (1 Jo 4,16).
Faz, minha Mãe, com que eu tenha sempre presente o que escrevia São Paulo: «O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,5); e que entenda o que essa verdade significa. Concretamente, que veja:
– que, se tenho o Espírito Santo dentro da alma em graça, Deus me comunicará a força, a capacidade sobrenatural de amá-Lo – apesar de todas as minhas fraquezas e erros –, «com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças» (Mc 12,30).
– lembra-me, além disso,  que «Deus nos amou primeiro» (1 Jo 4,19), e que Ele se adiantou e continua a adiantar-se sempre a amar-nos,  ainda que nós não tenhamos feito nada de bom: «Quando nós ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós» (Rm 5,8).
Mãe, que eu nunca esqueça que o amor de Deus já me foi dado e está sendo oferecido a toda hora, também quando eu o recuso e o ofendo com o pecado. Faz com que eu me lembre sempre de que o retrato de Deus é a  figura do pai do filho pródigo: um coração aberto, uma porta aberta, uns braços estendidos, um generosidade ilimitada para acolher, abraçar e cumular de dons o filho que volta arrependido (Lc 15,20-24).
Faz, minha Mãe, que eu entenda que este amor que perdoa está sempre à minha espera no Sacramento da Reconciliação, na Confissão, pronto para me encher de paz e fortalecer a minha alma. Que essa paz de Deus inflame em mim o desejo de participar mais e melhor na «loucura de Amor da Sagrada Eucaristia» (Caminho, n. 432).
Assim, «como filho muito amado» (cf.. Ef 5,1-2), poderei realizar cada vez com maior perfeição os meus deveres cotidianos – familiares, profissionais, sociais –, que são a trilha do amor e da santidade que Deus preparou para mim.

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