Antropologia sobrenatural (seminaristas)

O texto íntegro desta palestra para seminaristas (Ibiúna, 17/12/2009) encontra-se no setor “Para Sacerdotes”.

I. Uma grande missão renovadora para os novos sacerdotes

«Então a lua vai brilhar como o sol, e o brilho do sol será sete vezes maior, brilho de sete dias, quando o Senhor enfaixar as quebraduras do seu povo, no dia em que curar as suas feridas» (Is 30,26)

1.1 Na virada do milênio, o Papa João Paulo II, na Carta Apostólica “Novo millennio ineunte“, rasgava um horizonte empolgante para a Igreja: «Sigamos em frente, com esperança! Diante da Igreja abre-se um novo milênio como um vasto oceano onde se aventurar com a ajuda de Cristo. O Filho de Deus, que se encarnou há dois mil anos por amor do homem, continua também hoje em ação: devemos possuir um olhar perspicaz para a contemplar [essa "ação" de Cristo], e sobretudo um coração grande para nos tornarmos instrumentos dela» (n. 58).

1.2 Corresponde sobretudo a nós, sacerdotes, participantes e herdeiros do múnus apostólico, a missão de ser, como diz São Paulo, «cooperadores de Deus» (1 Cor 3,9), bons cooperadores dos desígnios de Cristo para esse momento crucial da vida da Igreja e do mundo. Continue reading “Antropologia sobrenatural (seminaristas)”

A oração vocal

Oração mental e oração vocal

Quando você pensa em Deus e lhe diz coisas íntimas, só com o pensamento e os sentimentos do coração, está fazendo “oração mental” (já refletimos sobre ela).

Quando você, na Missa, reza com todos os participantes as orações litúrgicas (”Confesso a Deus todo-poderoso…”, “Glória a Deus nas alturas…”, “Cordeiro de Deus…”); quando reza o Terço; quando reza o Pai-nosso e a Ave Maria em vários momentos do dia, está fazendo “oração vocal”.

Jesus amava e praticava esses dois tipos de oração, e nos ensinou a amá-los e a praticá-los. Basta lembrar o seguinte: Continue reading “A oração vocal”

Novenas para palm (em formato .pdb)

Novena do Natal

Novena da Família

Novena do Espírito Santo

Novena do Trabalho

Novena dos Enfermos

Livros para palm (em formato .pdb)

A paciência

A paz na família

São Josemaria Escrivá no Brasil

Maria, a Mãe de Jesus

A sabedoria da Cruz

O homem bom

O valor das dificuldades

Como meditar o Evangelho - IV

O “terceiro passo”

Quem já achou no Evangelho o “espelho” do amor e das virtudes de Jesus - que nos convida a imitá-lo -, e achou também o “farol” que ilumina os caminhos da vida (ver “Como meditar o Evangelho-III”), não fica satisfeito com isso, tem mais fome: fome de aprofundar no conhecimento e no amor de Jesus. E é aí que sente a necessidade de dar um “terceiro passo”.

Em que consiste esse novo passo? Consiste na “contemplação” de Jesus Cristo, que tem, entre outras, estas manifestações: Continue reading “Como meditar o Evangelho - IV”

Como meditar o Evangelho - III

Os “segundos passos”

Na meditação anterior («Como meditar o Evangelho-II»), sugeríamos alguns conselhos para os que dão os “primeiros passos” na meditação do Evangelho. A maioria desses conselhos também podem ser úteis para os que querem dar os “segundos passos”, ou seja, para os que já conhecem os Evangelhos, mas nunca se aprofundaram neles.

Como é que se nota que já estamos dando os “segundos passos”? Eu diria que se nota em duas coisas: no “espelho” e no “farol”. Bem. Isso precisa de uma explicação, que vamos dar a seguir. Continue reading “Como meditar o Evangelho - III”

Especial para o Natal

Livro:

Natal, reunião dos sorrisos: nove diálogos para preparar o Natal

Novena:

Novena do Natal: português

Como meditar o Evangelho - II

Na nossa última reflexão (”Como meditar o Evangelho-I”), dizíamos que há muitas sugestões práticas e experiências úteis sobre essa leitura meditada, que procuraríamos ver em sucessivas meditações. Hoje começaremos a falar dessa parte prática.

Para começar, lembremos que as pessoas que estão dando os primeiros passos - passos de “iniciação na vida espiritual” -, podem encontrar-se em duas situações: Continue reading “Como meditar o Evangelho - II”

Como meditar o Evangelho - I

Beber das fontes de Cristo

Um dia em que Jesus se encontrava em Jerusalém, participando da grande festa dos Tabernáculos, «estando de pé, exclamou: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim…, do seu interior jorrarão rios de água viva”» (Jo 7, 37-38).

São palavras que lembram uma antiga profecia de Isaías: «tirareis água com alegria das fontes da salvação» (Is 12,3).

O próprio Cristo explica que essas “águas” significam o Espírito Santo «que haviam de receber os que cressem nele» (Jo 7,39). O Espírito Santo, que inundava a alma de Cristo, é a luz, o amor, a força divina que Cristo envia aos corações dos fiéis. Continue reading “Como meditar o Evangelho - I”

Condições da oração: IV - A mortificação

«Se não te mortificas, nunca serás alma de oração» (Caminho, n. 172).

Por quê? Porque dentro de nós há, como diz São Paulo, duas forças opostas em contínua luta: o “homem velho” e o “homem novo” (ver Ef 4,22-24). O homem velho tem um nome: “egoísmo”, fruto do pecado original e dos pecados pessoais. O homem novo também tem um nome: “amor”, fruto da presença do Espírito Santo na alma e da nossa correspondência.

Os dois “homens” são como brigões que puxam de uma corda, cada um por um extremo, em sentido contrário. Se o “velho” levar a melhor, arrasta-nos para longe de Cristo (pois só a graça e o amor nos aproximam dEle). Mas toda vez que o “novo” vence (”mortificando” o egoísmo), aproxima-nos de Deus, da amizade com Cristo, da união com Ele. Que acha? Não é justamente isso o que procuramos com a oração? Sim, é a intimidade com Deus, a sintonia com Deus, a amizade que tudo compartilha com o Amigo (ver Jo 15,15). Continue reading “Condições da oração: IV - A mortificação”