Natal – 4: Jesus nasce em Belém

NATAL – 4: JESUS NASCE EM BELÉM

 

Voltemos os olhos e o coração para Jesus Menino, que repousa sobre as palhas do Presépio, envolto nos paninhos que a Mãe lhe preparou. Ao vê-lo, agradeçamos o imenso amor com que se entrega por nós. Todo o nosso coração se ilumina ao adorar com fé o Menino Jesus: Meu Senhor e meu Deus!

Deus  – escreve São João – não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Aí está o coração da nossa fé em Jesus Cristo!

Jesus vem a nós por amor. Amor salvador. Todo amor autêntico quer bem, procura o bem da pessoa amada. Qual é o Bem que Jesus nos quer dar? A nossa salvação e, com ela, todos os bens que não morrem: a graça divina aqui na terra e, depois,  a vida eterna. Nesse amor salvador de Jesus por nós, se encerram três riquezas. Ele nos falou delas na Última Ceia:

  • Eu sou a Verdade. Não uma verdade qualquer, mas a única Verdade: «a Verdade sobre Deus, a Verdade sobre o homem e a Verdade sobre o mundo», como dizia são João Paulo II.

Essa Verdade – luz da vida – é como a “semente” da parábola do Semeador. Pode perder-se a meio caminho, pode cair sobre pedras ou entre espinhos e morrer; ou pode cair numa terra boa e dar muito fruto.

Peçamos a Jesus que nasce que nós sejamos como a alma fiel de que Jesus falou: Aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha, uma casa que nem a chuva, nem as enchentes, nem o vento conseguirão derrubar. Assim é a vida edificada sobre a Verdade.

  • Eu sou o Caminho. Jesus é o Bom Pastor, que anda à frente das suas ovelhas e lhes marca o rumo com as suas pegadas: com o seu exemplo, as suas palavras, os seus conselhos.

Se nos acostumarmos a ler e meditar todos os dias o Evangelho, para conhecer cada vez mais a fundo a vida, o exemplo e os ensinamentos de Cristo, viveremos o ideal que São Paulo nos propôs: Progredi  no amor, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou como oferenda e sacrifício de suave odor.

  • Eu sou a Vida. Essa afirmação significa que Jesus nos traz a graça divina, vida da alma, que chega a nós pelo Espírito Santo, Senhor que dá a Vida. Da sua plenitude – diz São João quando fala da vinda de Cristo – todos nós recebemos, e graça sobre graça.

***

Jesus foi e será sempre a fonte de todas as graça, uma “fonte” que não para de jorrar.  Aquele que tiver sede, venha a mim e beba, diz-nos. E nos promete derramar em nós, sem medida, o Espírito Santo.

Ele nos deixou especialmente sete fontes vivas pelas quais nos vem a graça: os sete Sacramentos. Cada um deles nos une a Deus (e aos irmãos) de uma maneira própria. Pensemos agora – à beira do Natal – nos dois Sacramentos que temos mais ao alcance da mão: a Eucaristia e a Confissão: fontes inesgotáveis de vida, de renascimento e alimento espiritual.

Que não passe este Natal sem que nos tenhamos abeirado, com fé e amor, dessas duas fontes! Purifiquemos a nossa alma fazendo uma boa Confissão; e recebamos a sagrada Comunhão na Missa de Natal e nos outros dias santos deste Tempo feliz.

 

Resumo de um capítulo do livro de F. Faus Contemplar o Natal