MARAVILHAR-SE COM DEUS

OS SALMOS, NOSSO ESPELHO-3

MARAVILHAR-SE COM DEUS

― Vinde e, prostrados, adoremos diante do Senhor que nos criou, pois Ele é o nosso Deus (Salmo 95, 6-7)

― Feliz o povo que te aclama e caminha, Senhor, ao fulgor do teu rosto. Em teu Nome se alegrarão todos os dias (Salmo 89, 16-17). 

Muitos textos da Sagrada Escritura falam da alegria, o júbilo, de adorar a Deus. Que, nunca sentiu essa alegria é que não captou a beleza de seu “rosto”.

Acolhamos a pergunta – e a resposta – do Papa Francisco, em 14 de abril de 2013: «Você e eu adoramos o Senhor? … O que significa adorar a Deus? Significa aprender a estar com Ele, demorar-se em diálogo com Ele, sentindo a sua presença como a mais verdadeira, a melhor, a mais importante de todas …, e dar-lhe o lugar que Ele deve ter».

Acreditamos em Deus, mas não ficamos assombrados porque Ele existe, não irradiamos a felicidade por tê-lo junto de nós, na nossa alma (a Trindade na alma em graça do cristão!). É incrível…!

Melhor…, é crível. Porque o conhecemos pouco, porque não o “descobrimos” ainda, porque fazemos teorias em vez de deixar-nos inundar por sua Luz e por seu Amor, porque ignoramos o que é ter intimidade com Ele.

«A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus…». Assim começa a falar da adoração o Catecismo (n. 2096).

Vamos, então. Procure-o com todo o coração. Leia e medite a Bíblia, sobretudo os Evangelhos. Reze, ainda que ache que o faz sem fé e que não sente nada… Peça a fé, como os Apóstolos – Aumenta-nos a fé! E nunca esqueça o que Cristo disse na Última Ceia: Quem me vê, vê o Pai – vê Deus (João, 14,9).

Quem procurou Deus com todo o coração, compreende o que a bem-aventurada Isabel da Trindade anotava no seu último retiro: «A adoração! Ah! É uma palavra do Céu. Parece-me que se poderia definir assim: o êxtase do amor. É o amor “esmagado” pela beleza, a força, a imensa grandeza de Deus, o Objeto amado».

Não demore em procurá-lo… Tomara que, mesmo que o faça com atraso, possa ter a felicidade de dizer como Santo Agostinho: «Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! (…). Chamaste, clamaste e rompeste a minha surdez; brilhaste, resplandeceste, e a tua luz afugentou a minha cegueira; exalaste o teu perfume e respirei, suspirei por ti; saboreei-te, e agora tenho fome e sede de ti; Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo da tua paz» (Confissões, Liv. 10, 27).